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Crédito e Empréstimos

Tabela SAC ou Price: qual é melhor no financiamento da casa ou do carro

Neste artigo (7 tópicos)
  1. Como funciona a tabela SAC
  2. Como funciona a tabela Price
  3. Comparação com exemplo
  4. Qual escolher
  5. Cuidados antes de assinar
  6. Perguntas frequentes sobre SAC e Price
  7. Resumo

SAC e Price são as duas formas mais comuns de calcular as parcelas de um financiamento. Na SAC, a parcela começa maior e vai diminuindo todo mês. Na Price, a parcela é igual do começo ao fim. Com a mesma taxa e o mesmo prazo, a SAC cobra menos juros no total, porque a dívida cai mais rápido. Num financiamento de R$ 100 mil a 1% ao mês em 10 anos, a SAC custa R$ 60.500 de juros e a Price, R$ 72.165,14.

Como funciona a tabela SAC

SAC quer dizer Sistema de Amortização Constante. Todo mês, você paga a mesma parte da dívida (a amortização) e mais os juros sobre o que ainda deve. Como o saldo cai mês a mês, os juros também caem, e a parcela vai diminuindo.

Como funciona a tabela Price

Na Tabela Price (ou sistema francês), a parcela é fixa. No começo, a maior parte dela é juros e só um pedaço pequeno abate a dívida. Com o tempo, a proporção se inverte. Como a dívida cai mais devagar no início, o total de juros fica maior.

Comparação com exemplo

Financiamento de R$ 100.000, taxa de 1% ao mês, prazo de 120 meses (10 anos). A taxa é ilustrativa, para facilitar a conta:

SAC Price
Primeira parcela R$ 1.833,33 R$ 1.434,71
Última parcela R$ 841,67 R$ 1.434,71
Total de juros R$ 60.500,00 R$ 72.165,14
Total pago R$ 160.500,00 R$ 172.165,14

Nesse exemplo, a SAC economiza R$ 11.665,14 de juros. Em troca, a primeira parcela é quase R$ 400 maior.

Qual escolher

A SAC costuma ser melhor quando:

  • a primeira parcela cabe no orçamento com folga;
  • você quer pagar menos juros no total;
  • pretende quitar antes do prazo.

A Price pode fazer sentido quando:

  • a parcela maior da SAC não cabe na renda agora;
  • você prefere uma parcela previsível;
  • o financiamento é curto, como o de um carro, em que a diferença de juros é menor.

No financiamento imobiliário, o banco aprova o crédito pela primeira parcela, que não pode passar de um percentual da renda. Como a primeira parcela da SAC é maior, ela pode exigir uma renda mais alta para o mesmo valor financiado.

📌 Leia também: Calculadora de juros compostos — entenda como os juros crescem | Custo de vida em Natal — alugar ou comprar imóvel na capital

Cuidados antes de assinar

  1. Compare o CET (Custo Efetivo Total), que inclui juros, seguros e tarifas, e não só a taxa de juros.
  2. Peça a simulação nas duas tabelas e com prazos diferentes.
  3. Confira os seguros obrigatórios do financiamento imobiliário, que entram na parcela.
  4. Veja se a parcela é corrigida pela TR ou por outro índice, porque isso muda o valor ao longo dos anos.
  5. Amortize quando puder: pagar parte da dívida antes, inclusive com o FGTS no financiamento da casa própria, reduz os juros nas duas tabelas.

Perguntas frequentes sobre SAC e Price

A Price é mais cara que a SAC?

Com a mesma taxa e o mesmo prazo, sim: na Price o total de juros é maior, porque a dívida demora mais a cair.

Posso trocar de tabela depois de assinar?

Em geral, não sem renegociar o contrato. Escolha antes de assinar.

O financiamento de carro usa SAC ou Price?

O mais comum é a Price, com parcelas fixas. Peça a simulação para conferir.

Amortizar diminui a parcela ou o prazo?

Você escolhe. Reduzir o prazo costuma economizar mais juros; reduzir a parcela alivia o orçamento do mês.

Resumo

Na SAC a parcela começa maior e cai; na Price fica igual do começo ao fim. Com a mesma taxa e o mesmo prazo, a SAC cobra menos juros no total. Se a primeira parcela da SAC cabe no orçamento, ela costuma sair mais barata; se não cabe, a Price dá parcelas menores no início, a um custo total maior.

📚 Fontes consultadas: Banco Central do Brasil — Calculadora do Cidadão (financiamento com prestações fixas) | Banco Central do Brasil — Custo Efetivo Total (CET)

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Gustavo Oliveira

✍️ Sobre o autor

Gustavo Oliveira é potiguar de Natal e criador do Lucra RN. Tem experiência prática com trabalho e renda, MEI, benefícios sociais, finanças pessoais e internet, e escreve para ajudar o nordestino a entender seus direitos e organizar o próprio dinheiro com informação clara, confiável e sem enrolação.

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